O estúdio.
Uma identidade não é uma tendência. As tendências passam. As modas mudam. O tempo pede outras coisas.
Uma identidade pode acompanhar o seu tempo sem ficar presa a ele. Pode mudar de forma, experimentar novas linguagens e adaptar-se a diferentes momentos sem perder aquilo que a torna reconhecível.
Porque uma marca não nasce inteira no dia em que é apresentada. É mais parecida com uma semente. Tem uma raiz, mas também tem espaço para crescer. Precisa de ser cuidada, usada, testada e exposta ao mundo. Precisa de tempo para revelar aquilo que pode ser.
Atirar uma semente à terra e esperar que a chuva faça o resto não é cultivar. O mesmo acontece com uma identidade. Um símbolo, uma paleta ou um conjunto de regras não fazem uma marca existir. São o início de um sistema que ganha significado através das pessoas, das escolhas e das experiências que lhe dão vida.
Por isso, a questão não é simplesmente saber se uma identidade é bonita ou feia. A beleza é demasiado relativa para ser um critério. A questão é outra.
- O que precisa de dizer?
- O que precisa de fazer sentir?
- Que personalidade deve ter?
- Como quer ser reconhecida?
- E como pode continuar a responder a tudo isto quando o mundo à sua volta mudar?
Uma identidade forte não precisa de parecer actual para sempre. Precisa de ter uma razão para continuar a existir.
E essa razão está na raiz. O resto pode crescer.
O estúdio trabalha a partir de Coimbra. João Pedro Leite.
